«Um livro que abre fronteiras e muda mentalidades» | Apresentação «Manual de Corporate Governance»

Notícia 143 - Apresentação Manual de corporate governance

Decorreu no dia 16 de março na Culturgest a sessão de apresentação do livro «Manual de Corporate Governance – Uma abordagem empresarial», de António Gomes Mota e Pedro Fontes Falcão.

As palavras iniciais estiveram a cargo de Manuel Robalo, nosso editor, que agradeceu a presença de todos, parabenizou os autores e assinalou a sua satisfação em integrar a obra apresentada ao catálogo das Edições Sílabo.

António Gomes Mota, coautor, fez uma breve apresentação do livro e sublinhou que o manual não se destina exclusivamente a grandes empresas, tendo uma aplicação transversal ao tecido empresarial português.

António Gomes Mota

Seguiu-se uma mesa redonda com o tema «Tendências e Desafios da Corporate Governance em 2026», com um painel composto por Gabriela Figueiredo Dias (Presidente IESBA), Paulo Câmara (Sócio Sérvulo & Associados) e Paulo Moita de Macedo (Presidente da Comissão Executiva CGD), tendo a moderação ficado a cargo de Pedro Fontes Falcão, coautor do livro.

Pedro Fontes Falcão começou por fazer um enquadramento histórico da Corporate Governance, destacando a sua evolução ao longo do tempo e fazendo a transição para os desafios do futuro.

Paulo Moita de Macedo abordou as boas práticas da Corporate Governance, com particular enfoque nas práticas do setor bancário. Referiu os diferentes níveis de exigência e mecanismos de segurança existentes, extrapolando a reflexão para empresas de menor dimensão, onde mesmo processos como a análise e gestão de risco de crédito assumem relevância. Destacou ainda a importância da administração não executiva e fez referência ao capítulo do livro dedicado à inteligência artificial.

Gabriela Figueiredo Dias centrou a sua intervenção na experiência internacional, salientando que o livro se dirige não apenas à comunidade profissional, mas também ao meio académico e jurídico. Referiu que a Corporate Governance evoluiu para um elemento central da estratégia empresarial, assumindo-se hoje como um fator estrutural na gestão das organizações. Destacou ainda a Corporate Governance como instrumento com dimensão política, dando como exemplo diferentes abordagens internacionais – nomeadamente entre os Estados Unidos e o Japão -, e sublinhou a forte influência dos fatores geopolíticos na sua evolução.

Paulo Câmara destacou as principais tendências para o futuro, sublinhando a importância da literacia empresarial e afirmando que o livro «abre fronteiras e muda mentalidades». Referiu as conquistas no domínio da Corporate Governance e apontou como falhanço a realidade das empresas familiares, onde o processo de implementação de boas práticas ainda não se iniciou de forma consistente, defendendo que o livro poderá contribuir para colmatar essa lacuna.

Finda a mesa redonda, seguiu-se a intervenção de João Moreira Rato (Presidente do IPCG), que afirmou que o livro se enquadra plenamente na necessidade atual da sociedade de reforçar a formação nesta área, sublinhando a relevância crescente da disseminação de conhecimento estruturado sobre governance.

A sessão foi encerrada por Joaquim Miranda Sarmento (Ministro de Estado e das Finanças), que referiu que o conhecimento produzido atualmente em gestão em Portugal é significativo. Concluiu sublinhando que o livro apresentado constitui um contributo relevante ao sistematizar conhecimento académico e experiência prática, reforçando a importância da disseminação de boas práticas de Corporate Governance.

A sessão terminou com um Porto de Honra e com um momento de convívio entre os participantes.

Créditos fotográficos: Instituto Português de Corporate Governance (IPCG).

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