Sociologia em Contextos – Um Inventário de Monografias Sobre Práticas Profissionais (2012-1995)

Duarte Pimentel

 

1ª Edição

Formato 14 x 21 cm

ISBN: 978-972-618-862-9

EAN: 9789726188629

Depósito legal: 417566/16

40 páginas

Ano de publicação: 2016

 

P.V.P.: 5,00 euros          

 

Resultado de uma experiência pedagógica e de um projecto de iniciação à investigação empírica em práticas profissionais na cadeira de Práticas Profissionais em Sociologia (2005-1995) e no Laboratório IV Ética e Profissão (2012-2005), a produção das monografias aqui inventariadas foi antecedida da elaboração de um projecto de pesquisa, tendo sido contemplado um vasto leque de dimensões de análise. Os próprios títulos das monografias, ora indiciam as mais diversas articulações entre aquelas, ora a pluralidade dos objectos de estudo. De todas aquelas dimensões, a que se assume como discriminatória é o contexto de inserção e as suas características estruturais, organizacionais, profissionais, relacionais e culturais. Pelo que exercer a profissão de sociólogo, quer na empresa, quer no hospital, quer numa autarquia, «obriga» à adopção de trajectórias e estratégias de profissionalização significativamente diferenciadas, bem como de papéis singulares.

Destaque-se, contudo, uma questão transversal e nuclear: a de que a «equação» – empregabilidade = exercício profissional da sociologia – está por demonstrar. Pelo contrário, os resultados disponíveis não autorizam a confirmação de tal premissa, mesmo tendo por referencial uma definição minimalista de sociólogo profissional: todo aquele que estando na posse de uma trajectória formativa superior em sociologia, num mínimo de cinco anos, e independentemente da natureza da função exercida, o faz observando sempre a condição de que tal se reporte a um capital de conhecimentos sociológicos e não a outro qualquer. A elucidação científica desta controversa questão, por um lado, e os seus aproveitamentos académicos, institucionais, discursivos e políticos, por outro, só podem, no nosso entender, ser minimizados pelo uso fino e rigoroso do indicador da natureza das práticas. Esta é a constatação maior, empiricamente sustentada pelo conjunto destes trabalhos, até que se demonstre, também empiricamente, o contrário.

 

 

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